19 de junho de 2008

A Mão de Deus ao Leme

Em meio às densas selvas que cobrem o território oriental peruano, ouve-se murmúrio de um pequeno regato, serpeando despretensiosamente a imensa floresta. Aquele córrego, em seu tímido esforço, abrindo caminho em mero a uma exuberante vegetação tropical, parece por vezes prestes a desaparecer absorvido pela terra sedenta. Mas contornando sucessivos obstáculos, o arroio avança aumentando gradualmente o ímpeto de sua corrente. Alimentado ao longo do seu curso por pequenos tributários, o córrego se transforma progressivamente em caudaloso rio, conhecido pelo nome de Solimões. Cruzando a linha divisória que separa o Brasil do Peru, o Solimões segue seu curso natural, aprofundando seu leito, alargando suas margens e ampliando seu caudal. Recebendo as águas de um considerável número de afluentes, o Solimões se transforma no exuberante Amazonas, um dos maiores rios do mundo.

Do crescimento do pequeno arroio nas selvas peruanas e sua surpreendente transformação no caudaloso Amazonas, podemos derivar uma analogia relacionada com a história do adventismo. Em seus primórdios, o adventismo se resumia em um inexpressivo pugilo de piedosos estudantes das profecias, sobreviventes do naufrágio milerita. Em seus anos formativos parecia demasiado tênue, prestes por vezes a desaparecer, vítima do escárnio, zombaria e desdém de seus adversários. Mas sob a poderosa compulsão do Espírito Santo, aqueles homens e mulheres de fé lograram transformar um tímido e vacilante começo em caudaloso movimento profético.


Um comentário:

Ingrid Oliveira ! disse...

Muito bem desenvolvido o site !! E bem inovador também ... Parabéns, já add aos meus favoritos !!!

Abs